terça-feira, 12 de outubro de 2010

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Gabriel Garcia Marquez

"Não sinto nada mais ou menos, ou eu gosto ou não gosto. Não sei sentir em doses homeopáticas. Preciso e gosto de intensidade, mesmo que ela seja ilusória e se não for assim, prefiro que não seja.
Não me apetece viver histórias medíocres, paixões não correspondidas e pessoas água com açúcar. Não sei brincar e ser café com leite. Só quero na minha vida gente que transpire adrenalina de alguma forma, que tenha coragem suficiente pra me dizer o que sente antes, durante e depois ou que invente boas estórias caso não possa vivê-las. Porque eu acho sempre muitas coisas - porque tenho uma mente fértil e delirante - e porque posso achar errado - e ter que me desculpar - e detesto pedir desculpas embora o faça sem dificuldade se me provarem que eu estraguei tudo achando o que não devia.
Quero grandes histórias e estórias; quero o amor e o ódio; quero o mais, o demais ou o nada. Não me importa o que é de verdade ou o que é mentira, mas tem que me convencer, extrair o máximo do meu prazer e me fazer crêr que é para sempre quando eu digo convicto que "nada é para sempre."

Gabriel Garcia Marquez

a viagem ...


Em 2.009 fizemos a viagem inacreditável ... fomos ao Peru, fomos a Machu Pichu.
É estranho pensar que quando voltamos o mundo praticamente caiu na minha cabeça. Quantos fantasmas prá enfrentar, quantas mágoas afloraram e tiveram que ser dissipadas, quantas coisas relacionadas a não saber viver. Foi mais incrível tudo que aconteceu quando voltamos do que a viagem incrível que fizemos.
Somente hoje, um ano e meio depois, percebo que nunca vim aqui e contei sobre noites frias, aqueles dias quentes e secos, aquelas comidas e bebidas diferentes ( I love Cusqueña !!!!!!! ), e todos os tipos imagináveis de batatas e milho.
Um povo tão diferente, uma história tão antiga e cidades como Pizac e Aguas Calientes, que poderiam muito bem ter saído de um livro de Gabriel Garcia Marquez ou da imaginação mirabolante de qualquer escritor, porque são lugares surreais, são lugares de sonho.
Então, antes tarde do que muito mais tarde, compartilho aqui uma foto deste lugar surpreendente e que me faz lembrar o doce tempo em que meus cabelos eram mais longos (já estão cortados ), meu sorriso era mais claro ( estou usando aparelho ) e eu ainda tinha medo de altura ( isso eu perdi no dia seguinte, em uma das maiores aventuras da minha vida, subir o Waynna Pichu, que é a montanha do fundo da foto ).

Viver, nós queremos simplesmente viver ...