domingo, 30 de dezembro de 2007

29/12/2007.
Morreu meu avô.
Ontem, pensando nele , percebi o quanto ele me ensinou. Talvez ele tenha me ensinado uma das coisas mais importantes que aprendi.
Quando eu tinha 16 anos sofri muito com o término de um namoro. Em uma família grande como a nossa todo mundo sabe da vida de todo mundo e esse meu sofrimento, provavelmente, havia virado um assunto de família. Passou um tempo... não sei quanto... e meu avô me percebeu triste ainda. Chegou perto de mim e me perguntou como eu estava ( eu tinha 16 anos e ele 76 ), eu respondi sem palavras, abaixei a cabeça e certamente ele entendeu como eu me sentia. Então ele me contou:
"Minha filha, isso é assim mesmo, o vô também gostou de alguém quando era jovem e outro dia (ele com 76 anos), fomos no enterro de um conhecido nosso, lá em Blumenau, e eu vi essa pessoa. Sabe que depois de tanto tempo o vô ainda sentiu uma coisa diferente quando viu ela ? Um aperto no coração. Filha, isso demora a passar, é assim mesmo. "
Eu olhei prá ele e dei um sorriso triste ... mas nunca esqueci do que ele falou.
Naquele dia eu aprendi : coração não tem idade.
Nunca me esqueci.
Ele foi tão sincero comigo. Ele foi tão amigo. De tantas pessoas que me falaram tanta coisa naquela época, foi a experiência sincera dele que me fez parar e acreditar que aquilo era normal e que ia passar. E passou.
Depois daquele dia comecei a olhar as pessoas mais velhas com outros olhos. Com os olhos do coração, aquele que não tem idade.

Outro dia, antes do vô ir pro hospital, cheguei lá na Tia Clara e, como sempre, perguntei : "Como o vô está? " Ele me respondeu pausado : " Nem vivo, nem morto ! ".

Novamente me fez refletir sobre o que é viver e me deu vontade de viver de verdade. De me dedicar à vida enquanto ela está em nossas mãos. Nós aqui, vivos, nem sempre sabemos aproveitar o que a vida nos dá. Eu quero viver de verdade !!!!!!!!!

Agora que ele faleceu estou aprendendo mais uma coisa, ontem já senti isso ... Estou aprendendo que é bom sentir saudades. Que tem pessoas que passam pela nossa vida e deixam uma saudade tranquila. Eu sinto isso agora.

Bênção vô. Agora que você está pertinho de Deus nos abençoe com seu olhar de pai, de avô, de amigo. Valeu !

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Balanço 2007

2007 foi bom ... 2007 foi muito bom !!!!!!!!

Ano de repensar o que já parecia definido , de redescobrir o que parecia descoberto, de lembrar da importância de antigos sonhos e desejos. Foi ano de deixar para trás coisas importantes e, de repente, sem explicação, relembrar o quanto é bom o que havia sido deixado.
2008 será um ano de desafios. Isso é fato.

Como adequar meus sonhos às coisas maravilhosas que tenho ? Como alcançar minha felicidade sem fazer infelizes os que amo ? Como não deixar que esses sonhos, tão importantes, tão meus, tão essenciais para parte de mim, não sejam sufocados pela outra que também sou eu, que também faz parte de mim e que também, do jeito dela, quer ser feliz ?

Adoro desafios e me comprometo a concretizar esses desafios com ações. Eu preciso agir. Depois de tantos anos longe de mim não posso me perder de novo. Vai ser bom. Tenho certeza.

" Mantener mi ideologia, buena o mala, pero mia, tan humana cuanto la contradición ."

"Manter minha ideologia, boa ou má, o que importa é ser minha, tão humana quanto a contradição. "

"Y todo a pulmón !!!!!!!!!!!!!!!!"

Essa sou eu, sem dúvidas nesse momento ...

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

O texto não é meu, mas é muito lindo.
Não estou achando o link pro blog do rapaz incrível que escreveu o texto, vou ter que procurar, depois vou postar .

www.minimosobvios.blogspot.com

Existe ternura, saiba. Eu só percebi no meio do trânsito que persistir ou insistir ou ainda decidir a nossa vida não se trata apenas de mim. Quando uma das partes, por motivos infinitos, diz não, algo maior do que o orgulho, algo maior que a dor da recusa, algo maior que bater os pés no chão e mais uma vez tentar, algo maior que eu não sei o nome, precisa nos conduzir além da estrada. O que eu quero te dizer é que eu não havia compreendido que eu te amo sozinha e sem conjugação. Na minha ilusão romântica, você sempre me pareceu alguém que correspondia da sua maneira particular, o meu particular querer. Na minha inexplicável sede do um mais outro, eu criei rios insaciáveis que não refletiam mais do que o desejo no singular. E eu ainda me encontro entre o estático e o quase triste, feito um emo ou qualquer estereótipo similar. Sem saber agir para nenhuma direção. Sem refletir. Sem conseguir dar nome aos nomes do sentir. Sem saber se bomba ou calmaria, explosão ou estilhaços. Existe doçura e existe amor também, esse mínimo óbvio. Mas ando entre a inércia e o não agir. E não há aflição mais aguda que o não saber.
Eu te dizia da sensação sem nome que me assalta a razão. Da necessidade de fazer acontecer. Do não desperdício. Do brinde e do grito. Do silêncio aflito e da terra molhada. Te dizia que existe tanto entre nós que me ata, que me faz caminhar em círculos. Das rosas e dos tons. Do início, do meio, do fim e de todo recomeço que a gente nasceu sem o mapa. Da esquerda, da direita e das outras opções. Do banho de chuva.
Do toque e do arrepio, dos olhos e dos navios e da aquarela, eu desenho um sol amarelo, que descolorirá para que se cumpram os destinos.
Eu quero parar a cidade e declamar os melhores poetas sem parecer inteligente ou atrevido. Poesia na medida do possível ou uma cachaça para esquentar e balançar o chão, música para te dançar, canções para te afirmar a juventude e as pistas, o suor, aquela euforia que é contagiante e efêmera. A intimidade das pernas, a coreografia dos corpos, o arrebatador instigar, de toques e reações, consentir, permitir, a troca de vida, não peça permissão para entrar ou sair de mim. A propriedade conquistada.
De toda a nossa coleção de momentos, hoje eu quero te dizer que tudo é possível. Dentro ou fora de uma lógica, in or out, dear. Quer ser meu companheiro de viagem? Embriagado de nós dois, não vou te ouvir responder. Diga sim, precisamos de pouco. Basicamente eu e você. Os detalhes a gente vai tecendo, as dificuldades a gente vai sorrindo, as delicadezas a gente vai se apropriando, o amor a gente vai cuidando. Como ontem, como hoje. Como agora.
Te dizia do que não existe entre nós. Do que é palavra, mas não se basta como verbo, substantivo, gramática. É íntimo. Sensações. Sentimentos. Do que nos faz sorrir, do que nos tomba lágrimas, do que nos faz dançar e nos move. De dentro para fora. Mexe com o humor, o apetite, os desejos. Mexe com a saúde, a saudade, o que é simples.
Algo entre um lago em dia de verão e a escala Richter em último nível. Do desejo de correr, gritar e voar. Dos efeitos mais comuns de sentir raiva, bater o telefone, xingar. Um ato sexual não coreografado. A mesa pronta para o jantar com todos os elementos românticos em ordem, você leu em algum lugar.
Do embolar e do encaixar.
Dos raios e das tormentas.
Do agora e do instante.
Essas palavras.
Esse ponto final que encerra o texto. E nos leva adiante.
Eu te dizia tudo isso sem dizer.
E você não me disse que.
E eu te disse.
E você não me.
Mas eu.
E você.
Chega desse xarope amargo.
Mas chega mesmo , por favor (essa frase é minha ! Prá você ! ).

sábado, 24 de novembro de 2007


Hoje apresento a vocês o Tito, meu filho mais novo.


Um gatinho esse ursinho, hehehehe.


As vezes ele toma banho e ponho ele prá secar junto com minhas calcinhas ... não é fácil ser meu filho, hehehehehe.


sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Pessoas especias

Vou visitar a minha avó.
Estou precisando.
Com certeza ela não sabe o bem que me faz.
Onde a minha vó mora o tempo passa mais devagar... e é disso que eu preciso ... tirar o pé do acelerador e colocar naquele chão onde eu vivi quando era criança.
Tenho que entrar no carro e dirigir 80 kms para lembrar quem sou. É sempre assim, e sempre volto melhor de lá.
Tem dias que sinto necessidade do mar , há alguns minutos eu precisava de uma Coca-cola ( já tomei ) mas, invariavelmente, quando as coisas emperram na minha cabeça, preciso ir visitar a minha avó.
D. Teresa ! Que nem sabe o quanto é especial ... vou contar isso prá ela dessa vez ... que eu vou lá e ela pensa que fiz um bem prá ela, mas o bem maior ela é quem me dá .

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

porquês

Por que é tão fácil perceber os erros alheios e tão difícil perceber quando estamos fazendo a coisa mais absurda ?
Por que exigimos tanto dos outros se não queremos que exijam nada de nós ?
Por que ser amado é tão importante, se o que verdadeiramente importa é ter amor prá dar ?
Eu queria mesmo é ter nascido um ser evoluído, cheio de auto-controle, imune a sofrimentos e tristezas... eu já teria superado tudo isso ! Mas não : sou emotiva, sou sentimental, sou geniosa... sou teimosa ! Erro, erro e erro, e sofro, e me alegro , e também acerto, dou risada, me divirto !
Um ser evoluído pode ser bem chatinho ...
Melhor ir aprendendo aos poucos !

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Felicidade prá mim


" Tão felizes estamos em algum momento e tão mais felizes seríamos se o mundo conspirasse prá isso ... se a pessoa certa dissesse a palavra que queremos ouvir , ou se ligasse sem você esperar e te chamasse prá ser feliz.
Mas a vida não é filme e o jeito é ser feliz com o que se tem... e muito feliz com pouco ... a espera da sorte, já que nem sempre o sorriso do mundo vem na hora que queremos ."

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

"A vida é mesmo coisa muito frágil, uma bobagem, uma irrelevância, diante da eternidade do amor, de quem se ama.
Por onde andei... enquanto você me procurava, e o que eu te dei, foi muito pouco, quase nada ... "
http://www.youtube.com/watch?v=uC6FGQJKWXs
" Será que eu sei ... que você é mesmo tudo aquilo que me faltava ... "

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Seo Jorge e Ana Carolina ( e eu , né ? )

"Quiz saber o que é o desejo, de onde ele vem? Fui até o centro da terra e é bem mais além... procurei uma saída, o amor não tem ... estava ficando louco, louco, louco, louco de te querer bem.
Quiz chegar até o limite de uma paixão, baldear o oceano com a minha mão ... encontrar o sal da vida e a solidão ... esgotar o apetite do coração..."

domingo, 12 de agosto de 2007

dia dos pais

Esse lance dia dos pais , às vezes meio complicado na cabeça da gente, já não me assusta tanto. Me acostumei com Natal, Dia das Mães, aniversário e também com o Dia dos Pais.
Será que é porque agora consigo abraçar a quem amo sempre que dá vontade ? Deve haver alguma relação ...
Engraçado é que não consigo identificar o momento em que houve essa mudança dentro de mim, mas durante muitos anos (talvez + de 30) tive dificuldade prá abraçar e beijar as pessoas que amava (excluindo-se namorados, depois marido e filhos, eles sempre abracei com vontade, hehehe). Talvez os filhos tenham me feito ver as coisas de forma diferente, talvez um conjunto de fatores ... eu sei lá.
Sei que agora não preciso de dia dos pais prá abraçar o "meu velho" . Eu abraço quando passo lá só prá dar um oi, e abraço quando ele tá com aquela cara de bravo que é só dele, e sempre digo pros meninos : Abraço e beijo na vó e no vô ! ( Quero que eles cresçam abraçando todo mundo).

Eu me abri para o mundo em algum momento e , o fato de abraçar, beijar e me declarar é reflexo disso.

Se gosto de um amigo meu eu digo o que sinto. Isso me faz bem e, espero que também faça bem às outras pessoas. Muitas pessoas se assustam. Gosto de ser sincera, nunca vou dizer que gosto de quem não gosto ... mas tento ser menos intolerante e gostar mais do que as pessoas tem de bom, apesar de defeitos e diferenças.

Não sou perfeita. Estou muito longe de sê-lo. Mas busco ser feliz. Busco coisas que nem sei o que são ou serão. Busco ser feliz.

Pai , em meio a reflexões sobre mim lembro de você . Grande exemplo de tantas coisas boas: honestidade, sinceridade, humildade . Já que não herdei seus olhos verdes espero levar sempre comigo seus exemplos e espero ter muitos dias com você, prá te abraçar, te beijar e nunca deixar você esquecer que EU TE AMO !!!!!!

quarta-feira, 8 de agosto de 2007


Ai , como eu sou chata !!!!!!!!!!

Entrei em um blog que tinha fotinho... eu também quero postar com fotinho.

Mas foto do que ? Se hoje nem tenho do que falar ... ah ... eu vou inventar alguma coisa idiota ... vou procurar a foto primeiro, hehehe.
E achei esse desenho que o Rubens fez, da casa da minha vó.
Na sexta passada eu fiquei totalmente deprê... chorei muito e tals... no sábado fui visitar a minha vó e, quando chegamos lá , naquele local, me senti mais forte, com capacidade prá superar meus limites.
E agora vi o desenho ... é " o lugar ".

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Prioridades

" Não trate como prioridade a quem te vê somente como opção ".
Não posso me esquecer disso ... será que consigo ? Não confio muito em mim nesse sentido ... daqui a pouco me distraio e ... levo na cabeça de novo.
Como não podemos ser prioridade para muitas pessoas temos que escolher bem àquelas que priorizamos , mas sei que daqui a pouco me distraio e ...
NÃO TRATE COMO PRIORIDADE A QUEM TE VÊ SOMENTE COMO OPÇÃO.
NÃO TRATE COMO PRIORIDADE QUEM TE VÊ SOMENTE COMO OPÇÃO .
Será que agora vai ser mais difícil esquecer ? Tô tentando ... tô tentando...

quarta-feira, 25 de julho de 2007

segunda vez, primeiro poema

Minha segunda postagem. Fico meio inibida ... mas sempre quiz um espaço prá colocar as coisas que escrevi, que penso e as que ainda quero escrever.
Fiquei muito tempo sem escrever. Por falta de tempo... por ter escolhido outros caminhos, por receio do que as pessoas podem pensar ... que bobagem.
Então vou colocar aqui um poeminha que escrevi há muito tempo atrás, há mais de 20 anos, quando me apaixonei de verdade pela primeira vez. Eu tinha 14/15 anos, com certeza uma criança, com certeza meu coração ainda não cresceu... sorte dele .

É muito triste ... foi uma fase difícil. Meu primeiro soneto :

Do abandono
Você apareceu no acaso
na poeira, no vento
chegou sem nada pedir
mas levou meu pensamento.

Meu coração tão triste outrora
encontrou a alegria ao seu lado
Mas o levaste ao romper da aurora
roubando o que te seria dado.

Agora só me resta chorar
pois não penso em outra pessoa
e não vivo sem te ter.

A solidão destrói e magoa
pode até nos desfazer
e de que vale viver sem te ter ?

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Que emoção ...

Nem credito.
Eu ... total colona do mato, criando blog ... postando a primeira bestagem ...
Acho que vou chorar ...
ou melhor, vou chorar mais tarde ... porque agora tenho que ir correndo pegar as crianças, levar prá almoçar na minha mãe e voltar pro trampo.
Fuiiiiiiiiiiiiiiiiiii
Mas que tô emocionada ... ah, isso é verdade .